terça-feira, 14 de agosto de 2007

Paul McCartney produziu uma obra muito importante na música. Ele nunca soube ler partituras, o que é muito engraçado frente aos maestros que nos dizem a todo o tempo que não podemos mudar o mundo. Torcemos por esses maestros todos que, diante de sua inteligência, nos privam de seu talento, seu trabalho e seu amor - e morrem todos os dias junto com suas obras. E saudamos aqueles outros maestros que nos ajudam a cantar afinados (a finados, inclusive) o que é preciso ser cantado. Vamos abandonar o mundo? Não, queremos ficar para a eternidade com as nossas obras.

João Boiadeiro

3 comentários:

Carol F. disse...

Querido João Boiadeiro, não sabia que o Paul McCartney nunca soube ler partituras. Obras que morrem com seus criadores... Lembrei de uma entrevista que felizmente encontrei na Internet para compartilhar aqui:
http://www.petrobrasinfonica.com.br/opes/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=810&sid=28
É sobre um gênero apenas, mas nos faz pensar sobre tantas outras perdas culturais. O entrevistado fala de uma violinista de 44 anos que pensa em se aposentar porque ela toca sempre o mesmo concerto para as mesmas pessoas, o mesmo público que envelheceu como ela o que faz ela perder a empolgação. Ao contrário de outros artistas que estão aí na estrada há tanto tempo e outros que morreram e continuam ganhando novos fãs. Qual é o segredo? Espero que essa violinista não abandone o mundo. Beijossssss

Rodrigo Sax disse...

Gostei dessa parte da entrevista mandada pela Carol:
"Porque as crianças aprendem a ler música e a tocar um instrumento musical na mesma época em que aprendem a ler e escrever. Em suma, são orientadas a desenvolver o cérebro – e isso ajuda em outras atividades."

Eu aprendi flauta com cinco anos, acho que isso teve muita influência no modo como eu sou.

Se tudo der certo,daqui a duas semanas começarei a dar aulas de música a crianças de 5 a 7 anos. Tomara que eu possa fazer alguma diferença!

raúl sosa disse...

Eu aprendi violão aos vinte e um anos. Isso ficou documentado.
João, ainda sigo lendo a sua poesía.