quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Os últimos posts por aqui têm sido mais sobre os argentinos, nossos hóspedes, e este não será diferente. Ao menos, não tão diferente.
Ontem aconteceu uma coisa curiosa aqui na rep. O Davi esqueceu o msn dele aberto, e quando chegamos, resolvemos falar com uma tal de Nadia que havia mandando algumas mensagens. É claro que o nosso disfarce não durou nem seis mensagens, dado que nem o Brigadeiro, nem o Katayama e nem eu falamos espanhol. Mas aí nos identificamos e continuamos conversando.
É divertido falar com alguém de outro país. Poderia escrever um texto inteiro sobre como é curiosa a tecnologia, que nos permite conversar por video e voz com pessoas a quilômetros de distância. Mas o meu foco é outro:
É que mesmo nós não falando espanhol, e elas não falando português, acamos nos entendendo muito bem com mistura de portunhol, inglês, desenhos, gestos e o pouco de espanhol que estamos aprendendo com nossos hóspedes. A comunicação fluiu bem, salvo por uma frase ou outra, além da dificuldade natural de se explicar a um estrangeiro "o que é um brigadeiro".
O mais curioso é que nos entendemos porque não somos diferentes. É claro que o contexto aqui é América do Sul, línguas com a mesma ascendência, países vizinhos com mercado comum. Mas acredito que a coisa funcionaria de modo semelhante com jovens de qualquer outro país ocidental. Elas, assim como nós, fazem faculdade e moram em cidades universitárias.
Os leitores devem estar achando este texto ralo, mas não acho que me cabe aprofundar aqui nas culturas, ou até mesmo na tecnologia. O quero expôr, que apresento aqui como uma conclusão, é que quando fui dormir fiquei com a sensação de que não somos tão diferentes. Talvez em pelo menos alguma coisa Che Guevara estava certo.
Só que o contexto agora é maior. Com a internet, não somos mais apenas um continente, mas um mundo inteiro trocando experiências. E justamente por isso mesmo um jovem brasileiro, argentino, russo, americano ou alemão está no mesmo barco, cujo comando ninguém sabe ao certo de quem é, mas que se afundar nos leva a todos. Em todos os sentidos.
At last but not least, foi uma conversa divertida. Como aprendi ontem (ou não), mucho prazer conocer-te!
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2 comentários:
Muito bonito o texto vosso. É um prazer estar no mesmo barco de todos.
Olha os arrecifes, cara!!! (rss).
Por fora da brincadeira, é estranho como posso saber que hoje, na Mendoza tem zonda (viento fuerte, caliente, de extrema sequedad, proveniente de la precordillera cuyana, que afecta desfavorablemente a los seres vivos produciendo cierta inquietud y excitación).
É estranho sim.
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